06/04/2014.
17:19
Mariana Lopes
A comunidade indígena Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue, que
está instalada na antiga fazenda Cambará, às margens de uma estrada vicinal
próxima a Iguatemi, foi atacada na madrugada deste domingo (6). Os moradores
foram acordados com barulhos de tiros disparados em direção aos barracos.
Segundo nota enviada pelo Cimi (Conselho Indigenista
Missionário), o ataque foi feito por pistoleiros da fazenda Cachoeira, também
em Iguatemi, que invadiram a propriedade rural armados com revólveres e
espingardas de grosso calibre e dispararam tiros contra os barracos de lona.
Assustados, os indígenas saíram correndo para fugir dos
pistoleiros. No tumulto, uma mulher, identificada como Síria Marcos, caiu e
machucou gravemente os braços. De acordo com as lideranças indígenas, elas
estão de posse de cartuchos e de balas encontradas depois do ataque.
Ainda conforme informações do Cimi, esta foi a terceira ação
violenta de pistoleiros contra a comunidade de Pyelito Kue nos últimos 30 dias.
O conselho pontua que geralmente os ataques são feitos de madrugada e sempre
aos finais de semana.
Cansadas de serem alvos, as lideranças afirmaram que não
esperam que o governo federal conclua o procedimento de demarcação de terra.
“Não aguentamos mais, será que nós mesmos vamos ter que tomar a decisão de nos
defender com mais força? Será que precisaremos matar ou morrer para que olhem,
respeitem e garantam os nossos direitos? Não aguentamos mais tanto sofrimento”,
pontuam as lideranças.
No final de 2012, os indígenas divulgaram uma carta afirmando
a decisão de resistir em suas terras até as últimas consequências, o que
despertou a atenção da opinião pública nacional e internacional. Na ocasião,
eles viviam na beira do rio Hovy.
Fonte: Jornal eletrônico “Campo Grande News”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário