segunda-feira, 20 de junho de 2011

Direito e Política Partidária pauta encontros de indígenas em Dourados


O III Encontro de Acadêmicos Índios e Política Partidária e o I Encontro Temático Saberes Tradicionais e Científicos – Direito, realizados pelo Projeto Rede de Saberes, nos dias 17 e 18 de junho, em Dourados, reuniram mais de 90 pessoas. Em dois espaços diferentes os participantes levantaram importantes questões relacionadas aos temas propostos.



III Encontro de Acadêmicos Índios e Política Partidária

Discutindo novos caminhos para construção de uma política diferenciada dentro das comunidades oito vereadores indígenas de Mato Grosso do Sul estiveram presentes no encontro expondo às lideranças e acadêmicos as dificuldades e avanços de sua trajetória política.


O vereador Kaiowá de Caarapó, Otoniel Ricardo, um dos coordenadores do evento destacou pontos importantes para avançar. “Tem três coisas para se pensar a partir de hoje. Uma é para ser um político tem que ter um nome, outra é você tem que ser ‘povoado’ e a terceira você tem que saber qual partido que você vai se afiliar para não ter dificuldade lá no futuro. A gente tem que dominar a política, porque se você se dominar pela política você não vai à nenhum lugar, você não consegue nada”, disse Otoniel.



I Encontro Temático Saberes Tradicionais e Científicos – Direito

A Dra. Simone Becker, da Faculdade de Direito e de Relações Internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (FADIR/UFGD) iniciou as discussões falando da verdade como plural. “No jurídico vence aquele que apresentar uma verdade mais convincente para o juiz. É uma ousadia do Direito nos impor uma verdade única e singular”. Mais de 25 acadêmicos dos cursos de Direito da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) participaram do evento.


Contando a experiência de sua comunidade na luta pela terra a advogada Joênia Wapichana também assessorou as discussões dos acadêmicos. “É grande a responsabilidade dos acadêmicos e do bacharel indígena, também do movimento indígena e todos os profissionais que consideram o direito indígena como uma bandeira, como um dever, uma responsabilidade social”’, disse a advogada. Também participou o assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi/MS), Rogério Batalha.


-- Fonte: NEPPI/UCDB.

CONTATO

(67) 3312-3590

Caroline Maldonado

 
SOBRE O PROJETO REDE DE SABERES
O Projeto Rede de Saberes apoia a permanência de indígenas no ensino superior, atuando por meio de parceria entre a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul de Aquidauana (UFMS). Porém, acadêmicos das outras universidades do estado também participam dos eventos promovidos pelo Rede de Saberes, que alcança assim mais de 600 indígenas universitários em MS. O Rede de Saberes estimula e orienta a iniciação científica, têm laboratórios de informática, oferece cursos de extensão, monitorias e auxilia na cópia e impressão de material. O coordenador geral é o professor da UCDB, Doutor em História, Antonio Brand.


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